Nunca pensei que no meu país alguma vez se colocasse em
questão receber ou não receber refugiados de guerra, vítimas do terror e da
pobreza. É inconcebível que não se estenda a mão com um pouco de pão para
ajudar alguém, independentemente da sua raça, credo, e.... valores.
Como cidadão português, consciente dos fluxos migratórios
que já giraram à minha volta e da minha família, é incontornável que a minha
consciência reprove este confronto entre o interesse egoísta e a displicência
dos nossos políticos em adoptar uma política de justiça em favor dos mais
desfavorecidos em qualquer parte do mundo e sem pôr em causa os valores em
vigor na nossa sociedade, independentemente de eu concordar com uns e discordar
de outros.












